Olá Lisboa! Tchau Lisboa!

Subi no Elétrico 28 para a minha primeira aventura na Europa. Ele passa por diversos lugares bonitos e enquanto eu fazia esse mini passeio três coisas se passavam na minha cabeça:

  1. Não acredito que to na Europa.
  2. To morrendo de fome e sede.
  3. Huh. Isso não é tão diferente do Brasil. Hm… Como o Brasil tem potencial!

 

Isso mesmo. Achei muita coisa parecida. Tudo bem, fomos colonizados por eles, é natural que tenhamos semelhanças. Mas isso me mostrou que teríamos tanto potencial para ser maravilhosos também… Ruas limpas, bem cuidadas, principalmente os pontos turísticos. Não estou dizendo que era perfeita. Pude ver pichações também, mas não nos lugares bonitos da cidade. Não por toda cidade. Estava imensamente feliz, mas também um pouco triste por nós, brasileiros.

Não vou poder citar o nome dos lugares que vi com o bondinho porque ele não tem guia nem nada. Mas não me importei de não saber, era ótimo simplesmente estar vendo lugares lindos! No fim da linha tinha uma “barraquinha” que vendia água e comida. Estava faminta e com sede. Maas não gostei da aparência de nada que tinha lá para comer, então peguei só uma água (1€) e peguei o bondinho de volta. O bondinho vai relativamente rápido e acho que mesmo se ele não passasse pela parte mais antiga de Lisboa ainda assim valeria a pena dar uma volta just for the hell of it.

Resolvi descer em outro lugar ao que subi pra explorar eee claro que depois nem com o mapa me achei mais. Mas todo mundo falava português, então tranquilo (hahahah). Logo me achei e resolvi voltar com o mesmo ônibus que tinha vindo mesmo por questões de saber o caminho e onde teria que descer, etc. Na verdade, eu tinha planos de visitar outros lugares em Lisboa, mas meu pai me deixou tãão atucanada que acabei voltando pro aeroporto 1 hora mais cedo do que planejava (se sua conexão é de 7h dá tempo de pegar um bondinho, se perder, se achar e fazer mais alguma coisa e só então voltar pro aeroporto, fica a dica haha). No ônibus descobri que aquele bilhete de 3,50€ que comprei na ida também valia para volta (desde que seja no mesmo dia, então de novo: fica a dica). No ônibus só eu e um bando de alemães (que assumi que estavam indo pro aeroporto pro mesmo voo que eu)

No aeroporto, com tempo ainda de sobra resolvi finalmente comer algo, apesar dos preços. Procurei, olhei e vi algo amarelhinho que me lembrava uma empada, mas ainda assim diferente e estava escrito na legenda “QUEIJADINHA”. Oba! Amo queijo! Vai ser isso mesmo! Assim que peguei a dita cuja na mão já achei estranho estar gelada. Não gelada temperatura ambiente, mas gelada tipo saiu da geladeira. Dei uma mordida desconfiada…. WTF!? ERA DOCE! Ok, então queijadinha em portugal é doce…??? Mas queijo é salgado!! O QUE VOCÊS FIZERAM COM MEU QUEIJO, PORTUGAS?? Enfim, comi igual porque estava faminta. E não é ruim, só realmente queria algo salgado e quente naquele momento e fiquei muito decepcionada.

Mais umas duas horas de espera no aeroporto, que não foram de todo ruins porque pude carregar meu telefone e com o wi-fi do aeroporto bater um papinho com familiares e amigos e dizer que estava tudo bem (e ouvir ler um UFA! do pai por ter voltado mais cedo pro aeroporto).

Subi no avião, então para meu destino final: Alemanha, Berlin, maninha querida!

 

P.S.: melhor voo foi POA-SP não por ser o que durou menos, mas o avião era melhor mesmo. Tipo, esse Lisboa-Berlin o voo durava menos e nem TV tinha… POA-SP tinha. Estamos na frente quando assunto é conforto no voo galera! Pelo menos se forem de Azul, que nem eu fui. Batata deles é tri boa! hahaha

AU PAIR – PARTE 2: A PROCURA DA GAST FAMILIE – PARTE 3: MANTENDO OS CONTATOS

Depois daquela primeira resposta positiva da família ou mesmo se a família que entrou primeiro em contato comigo, eles vem e te fazem algumas perguntas. Dentre as mais frequentes:

 

“Porque tu quer ser Au Pair?”

“Que papel quer desempenhar na família?” (nesse caso sempre respondia que queria ser como uma irmã mais velha para as crianças)

“Nas horas livres vai preferir fazer tuas próprias coisas ou passar mais tempo conosco?” (falava que um pouco dos dois, que dependeria do dia, o que é verdade. Como já disse em outro post, gosto de ficar sozinha às vezes. Mas o convívio com a família também é bom, especialmente pra ouvir e aprender mais a língua.)

“Está disposta a fazer pequenos trabalhos na casa, como passar aspirador?”

“Que tipo de brincadeiras tu gosta de fazer com as crianças?”

“Se tem um dia ensolarado, o que tu vai fazer pra distrair as crianças? E em dia de chuva?”

 

Enfim, dependendo da família poderia ter outras perguntas e, eles sempre perguntavam se eu tinha alguma pergunta de volta. Sugiro que sempre pensem em algo. Se no perfil não tiver a rotina do dia a dia na família, sugiro que seja essa a pergunta, por exemplo. E aí, dependendo de como as coisas andarem, vão pedir pra falar contigo por skype (onde, então entra o problema do fuso horário… – o que pra mim era gigante por causa do meu estágio… e sempre ia direto do lab do estágio, pro lab do TCC e quando estava de volta em casa já era madrugada pra eles. Então marquei alguns nos FDS, outros pedia pra sair mais cedo do estágio – e como as meninas eram maravilhosas e acompanharam toda minha procura por famílias, sempre entendiam e deixavam eu sair um pouco mais cedo.).

Depois de marcada a hora por Skype (por isso é bom ter uma conta), esperem para ver. Geralmente os alemães são muito pontuais, então vejam como é no país que estão tentando. Pelo fato dos alemães serem pontuais, se eles não entrassem em contato até o horário estipulado, eu acabaria ligando uns 15 minutos depois.

Minha primeira conversa no skype não foi das melhores porque tava na casa da minha vó e dinda e por isso, mais uma sugestão: tentem estar sozinhos ou pedir privacidade em casa, porque nenhuma das famílias que conversei e algum parente se meteu no meio me pediram pra ser Au Pair deles mais tarde. A primeira família que eu falei, eu que liguei, a Gastmutter foi supersimpática, disse que eu parecia mais alemã que ela, mas eu estava realmente nervosa, sendo a primeira família e tudo mais. E minha priminha meio que falava no meio da conversa. E depois minha vó apareceu e tentou falar alemão com a Gastmutter (que entendeu minha vó, mas minha vó não entendeu ela aahhaha alemão do interior…). Acho que talvez isso passou pra eles que eu ia ficar muito “homesick”. Também pode ter sido outro motivo, mas no dia seguinte a esse contato, recebi uma mensagem dizendo “Sinto muito, mas tu não é a Au Pair certa pra nós, mas temos certeza que vai encontrar uma ótima Gastfamilie! Boa sorte!”

Depois disso tive mais uma série de contatos por skype, mas com as 3 famílias que me escolheram, conversei mais que uma vez por skype. Mas sobre essas conversas e como escolhi entre as 3, conto mais tarde.

Discurso do orador da minha formatura

Planejava escrever um texto sobre sonhos e como eles mudam há algum tempo já. Não sei dizer exatamente desde quando, mas um dia notei como meus sonhos naquele dia eram completamente diferentes dos sonhos que eu tinha há somente um ano atrás. E algumas semanas depois estava falando sobre isso com minha irmã e me veio a ideia do texto. Anotei a ideia, mas deixei-a ali, descansado. Quando não é minha surpresa, na minha formatura, meu colega querido, André Borba, orador da turma, no seu discurso fala exatamente sobre isso (e mil outras coisas). Nesse post vou colocar o discurso de formatura dele e, em outro momento, colocarei mais ou menos o que eu já tinha pensado em escrever (mas honestamente, muito do que ele falou era exatamente o que eu planejava escrever).

So, here it goes (cortei o início pra ir ao que interessa e o fim porque era só obrigado pela atenção e boa noite…):

 

“Sabe… muitas coisas não acontecem do jeito que a gente planeja. Pessoas entram e saem das nossas vidas, por bem ou por mal; imprevistos acontecem; chances aparecem; planos mudam; a vida acontece. Esse curso de Biomedicina e essa noite de hoje são os exemplos mais MARAVILHOSOS que eu tenho disso. E por quê?

Aos que não me conhecem aqui, boa noite, eu sou o André. Essa turma que se forma hoje, a 2016, não era minha turma original. Eu sou do bando das atrasadas dos idos de 2014. De fato, se tudo tivesse saído como eu havia planejado, há SEIS anos atrás, eu não teria conhecido quase ninguém dessas pessoas maravilhosas que dividem esse palco comigo hoje. Eu e meus planos estaríamos entrando no doutorado – no exterior, de preferência -, já com alguns artigos publicados e sendo disputado para lecionar e pesquisar em universidades por esse mundo afora. Ah! Quanta ingenuidade. Mas, como eu disse, planos mudam – e ainda bem que mudam; a vida acontece e ela não tá nem aí pra carreira dos nossos sonhos ou pro nosso suposto futuro brilhante. Mas ela, a vida, tem um jeito misterioso e extraordinário de torcer nossas expectativas, virar elas do avesso e jogar elas de volta na nossa cara. E… sabem de uma coisa? Às vezes isso acaba sendo infinitamente melhor do que tudo aquilo que achávamos que queríamos.

O dia em que fui escolhido para ser orador, eu fiquei infinitamente lisonjeado; justamente por esta não ser minha turma original. Mas, como percebi um tempo atrás, isso não quer dizer que esta não seja minha turma também.

Tenho aprendido ao longo desta minha – até agora – curta vida, que orgulho, o orgulho de verdade, não é algo que vem fácil. E, meus caros colegas, se me permitem dizer algo, não é de hoje que vocês, que nós, me enchem de orgulho. Eu não vou fingir, só por estar neste púlpito, que sei qualquer coisa dessa vida a mais que vocês, que possuo alguma sapiência superior que me torna capaz de vos aconselhar a qualquer coisa. A verdade é que eu não tenho certezas, que eu não sei de nada. Eu posso estar redondamente enganado em tudo o que eu disser aqui hoje, mas vamos fingir, por um momento, que eu sei do que eu estou falando, que eu sei algo de alguma coisa. E, nesse tom, eu não consigo deixar de me sentir a tiazona da turma – cadê a Neidi? Neidi, eu sei que esse título é teu, só teu, tô meramente me inspirando em ti – eu não consigo deixar de me sentir a tiazona da turma ao dizer: vocês me TRANSBORDAM de orgulho, e espero que vocês se transbordem também.

Vocês lembram de quando a decisão mais difícil que a gente tinha era escolher entre pega-pega e esconde-esconde no recreio? Era brincar de casinha ou de médico? Era decidir se assistiríamos à Caverna do Dragão, à DragonBall ou ao Sítio do Pica-Pau Amarelo? Lembram de quando a nossa manha era pra poder brincar de bola até mais tarde ou ficar jogando vídeo-game a noite toda? Ou quando os assuntos mais importantes eram ‘quem o Fulaninho beijou na festa passada?’ Vocês lembram?

Olhem para si mesmos agora, todos bonitos, bonitas de toga, arrumadas e arumados. Quem diria, hein? Quem te viu, quem te vê!

Mas voltando… agora a decisão não é mais esconde-esconde ou pega-pega. Não, senhoras. Agora a gente escolhe qual mestrado fazer, SE quiser fazer mestrado; escolhe onde deixar currículo; decide onde ir morar; quais contas dar preferência em cada mês; a gente escolhe tupperware ou se vale mesmo a pena aquela comprinha na amazon… é, galerinha, a brincadeira acabou. Agora… agora é aluguel, é boleto, é parcela, é INSS, é conta pra pagar, são planos pra fazer, reuniões pra agendar, e-mails pra responder, fila pra pegar.

Esse diploma não parece mais tão bom, não é?

Não sou uma pessoa de criar expectativas. Inclusive, gosto de pensar – deveras simplesmente – que a ausência de expectativas se iguala à ausência de frustrações, especialmente quando são expectativas infundadas. Mas nós não somos infundados. E eu espero algo brilhante de cada um de vocês aqui. De fato, tenho certeza que daqui algum tempo estarei usando alguns nomes daqui como referência. Vocês são espetaculares, nós somos espetaculares.

Eu sei que até agora eu falei do quanto orgulho eu tenho dessa turma e que nós deveríamos nos orgulhar de nós mesmos. Porém, humildade é tão importante quanto. Talvez um dos nossos maiores desafios seja achar aquele doce balanço entre humildade e orgulho. Humildade demais vira vergonha. NUNCA, e eu enfatizo: NUNCA sintam vergonha por ser que vocês são, de ser quem somos. Humildade à parte, a gente é bom demais pra isso.

Entretanto… Orgulho demais vira soberba.

Então, não sejam apenas o tipo de referência que eu posso citar em um trabalho acadêmico. Sejam mais que isso. Sejam aquele professor e aquela professora que recebe os alunos na sua sala, que os ouve. Sejam aqueles profissionais que se preocupam com a pessoa por trás de um tubo de sangue, de um prontuário eletrônico, de uma seringa qualquer. Sejam aquela orientadora e aquele orientador que sentam com os seus alunos e discutem e que se importam de verdade. Não sejam somente as suas publicações, suas cadeiras na faculdade, seus índices Hs. Sejam para os outros a referência que vocês já são para mim. Sejam vocês mesmos, por mais difícil que isso possa ser às vezes.

Meus colegas, sejamos sinceros agora: muitos de vocês eu provavelmente não verei de novo depois de hoje ou perderemos contato com o passar dos anos. E isso não é bom, também não precisa ser ruim, somente é. É como a vida acontece: caminhos se bifurcam e levam a lugares diferentes. Mas não duvidem, meus caros colegas, nem por um segundo, que eu desejo algo além de sucesso e felicidade para vocês, para nós, da forma que eles vierem. E sucesso é só UMA das coisas que sairão desta fornada de novos desempregados de hoje, eu tenho a mais absoluta certeza. Porém eu também desejo que todo esse sucesso não seja NUNCA o suficiente para tirar o brilho dos seus olhos, esse mesmo brilho que resplandece com tanta força hoje. Além de sucesso, eu desejo sempre que nós possamos olhar a vida com a empolgação de uma criança que descobre as coisas pela primeira vez, com a paixão de aprender cada vez mais. Esse é o brilho que eu imploro a vocês que nunca percam.

Lembrem de hoje, lembrem dessa graduação, lembrem dos momentos mais felizes e mais aterrorizantes que já passamos aqui. Lembrem com todo o espírito de vocês, até quando lembrar não seja mais possível. Lembrem das risadas, das aulas de ressaca, dos trabalhos nunca entregues, dos seminários intermináveis, das pescadas de sono, das notas injustas, das avaliações impensadas, das lutas vencidas e das lutas perdidas, dos abraços, das brigas, dos conselhos, dos sustos, dos choros, dos momentos de solidão e daqueles momentos em que o ÚNICO conforto possível estava no ombro de um querido amigo. Lembrem de tudo isso, pois, mais do que QUALQUER outra coisa, mais do que uma coordenação de curso, mais do que professores ótimos ou horríveis, mais do que trabalhos enormes, mais do que noites viradas, mais do que livros lidos, mais do que monografias escritas, mais do que artigos publicados, lembrem desses momentos. Pois, mais do que qualquer outra coisa, são ELES que formam os profissionais aqui, hoje. Meus caros, que nunca deixemos um pedaço de papel enrolado nos dar a parca ilusão de que somos melhores do que qualquer outra pessoa.

Uma última vez, peço que olhemos para nós mesmos de novo. O mundo está a nossa frente, dizendo, clamando, berrando a todo o pulmão “venha, me explore!”. Vejam as portas deste salão como as portas do resto de suas vidas, portas de mogno, portas de mármore, portas grandes, pesadas e imponentes que não mais se abrem numa tímida fresta, deixando entrepassar um lusco-fusco do mundo lá fora. Não! Agora essas portas estão ESCANCARADAS com os ventos do novo mundo. Respirem com vontade, deixem esse vento bater na sua cara, soprar por seus cabelos. Batam no peito com todo o vigor da juventude que ainda nos resta, icem velas, naveguem por águas escuras. É chegada a hora de ficarmos de pé com as nossas próprias pernas, de caminharmos com os nossos próprios pés. É sempre bom ter um porto seguro, mas não deixem que esse porto os impeça de naufragar, se naufragar for preciso. Não esperem que a felicidade lhes seja entregue numa bandeja dourada. A felicidade está na lama, está nos calos dos dedos, está na sujeira por debaixo das unhas. Deixo aqui meu desejo de que possamos forjar a nossa felicidade, e que esse diploma que recebemos hoje possa ser a nossa bigorna, a nossa foice e o nosso martelo. O resto… Tenham certeza, o resto virá.

Me despeço com uma simples mensagem:

Esta noite É nossa!

Pra quem achou que a gente tinha terminado, meu bem, a gente ta só começando.”

Olá, Portugal! Olá Lisboa!

Minha conexão em Lisboa era de 7 horas. Em casa, pesquisando, dizia que se precisava pelo menos 6 horas de conexão pra valer a pena sair do aeroporto. “Perfeito, tenho uma hora a mais!” pensei. E comecei a fazer pequenos planejamentos, a pesquisar sobre o que fazer no tempo que eu tinha em Lisboa. Contando pra família e amigos os meus planos de dar uma olhadinha em Lisboa durante a conexão… alguns poucos acharam legal, demais, que eu deveria fazer isso mesmo. Entretanto, a maioria ficou apreensiva e achou mil problemas que poderiam acontecer, mas eu estava determinada a ir mesmo assim.

Eu queria, no mínimo, andar no Elétrico 28, que além de passar por diversos locais bonitos/históricos/turísticos, já me faria sentir rapidamente no clima de Lisboa, já que os “bondinhos” que cruzam pela cidade são bem típicos do local (e bem divertidos, posso acrescentar). Eu queria também, se desse tempo, passar pelo Oceanário e pelo Parque das Nações, que por sorte, ficam um do lado do outro. Entretanto, no avião, sentou do meu lado uma portuguesa que quando contei dos meus planos me assustou um pouco, dizendo dos problemas de tempo e tudo mais… Sai do avião sem ter certeza do que fazer, mas acabei decidindo sair do aeroporto. Fui pras informações turísticas e perguntei como eu podia fazer  pra pegar o Elétrico 28. Me indicaram pegar o Aerobus – City Center (3,50€) até a parada Rossio (não me disseram o que fazer depois que eu chegasse lá, mas achei que seria visível, então não perguntei – mais tarde, me arrependi disso). Peguei um mapa e fui pra parada de ônibus, sentindo, com alegria, o ar friozinho europeu (depois de ter saído de um calor infernal em POA).

Pra pegar o ônibus notei como era fácil eu me misturar entre europeus em um geral. Ninguém nem tentava falar português comigo, iam direto pro inglês. Na hora de pagar o ônibus, o bondinho, quando voltei pro aeroporto, as aeromoças depois quando estava no avião Lisboa-Berlin… enfim. Entrei no ônibus e… PQP. Ok, no Brasil a gente nem fica sabendo em que parada está descendo, se não conhece a cidade tem que ir na sorte mesmo… em Portugal o motorista FALA a parada. Tentei prestar atenção no que ele dizia, mas não sentei muito na frente e estava difícil de ouvir… acabei na parada errada, mas só duas a frente, então sem problemas… andar um pouco e olhar um pouco mais a cidade não me pareceu um grande problema (exceto pela minha mochila que estava pesada pra caralho com todos livros que resolvi levar).

No ônibus já consegui dar uma olhada na cidade e muitas coisas me lembraram o Brasil – mas né, fomos colonizados por eles. Caminhando até a o local que eu deveria ter descido foi melhor porque eu podia ver tudo com calma, parar… não podia tirar muitas fotos porque minha bateria já estava quase no fim – mas ainda assim tirei algumas (e fiz alguns snaps) – não que faça muita diferença… sou PÉSSIMA fotógrafa (vide foto do post). Cheguei na parada que deveria ter descido originalmente e… não vi lugar nenhum que algum bondinho poderia passar. Droga. Quando estava andando da parada errada vi alguns dos “trilhos” de bondinho e segui na direção que os trilhos pareciam levar… ainda assim, depois de 5 minutos perdi a paciência e abordei uma mulher perguntando (em português mesmo) se ela poderia, por favor, me dizer onde se pegava o Elétrico 28. Ela perguntou se eu sabia onde ficava sei lá o que diabos. Eu disse que não sabia onde nada ficava – que eu era turista mesmo. Ela disse pra eu acompanhá-la então, que ela estava indo na direção que eu precisava.

Ótimo, escolhi a pessoa certa pra perguntar. No caminho, conversamos um pouco; ela perguntou meus planos pra voltar do aeroporto e disse que com o mesmo ônibus que tinha vindo. Ela disse que achava muito melhor eu pegar o metrô (mas ela disse como metro, aquele que a gente mede mesmo, tipo um metro de comprimento. Achei engraçado, mas obviamente não ri), que saia mais barato se eu tivesse um cartão pra carregar com uma passagem… Mexeu na bolsa e me entregou um cartão, disse que tinha sobrando! Eu ri e agradeci. Logo chegamos onde eu poderia pegar o Elétrico 28 e eu estava agradecendo, quando a moça simpática disse “É ele que estás a vir!”. Agradeci de novo e corri em direção a minha primeira “turistada” em outro continente.

AU PAIR – PARTE 2: A PROCURA DA GAST FAMILIE – PARTE 2: O primeiro contato.

Quando finalmente uma família é escolhida chega o momento do primeiro contato. Para isso tenho algumas dicas, mas todas são de vivência/minha opinião. São coisas que eu notei que quando escrevia tinha mais respostas positivas. E são elas:

  • Olha em que idioma a família escreveu o perfil. Sempre que tinha uma família que o perfil estava todo em alemão eu tinha uma mensagem padrão que perguntava se era possível ser em inglês, se não eu podia com toda certeza tentar o alemão, MAS que com toda certeza teria erros. Esse texto, inclusive, nem pedi ajuda de ninguém pra fazer… se cometi erros de grmática, vocabulário… tanto melhor pra família já ver que realmente meu alemão era schlecht.
  • Quando a família já colocou o perfil em uma língua em que tu se sente confortável escrevendo, mas não é a língua do país deles, eu sempre começava dizendo que esperava que estava tudo bem escrever na mesma língua que tinha no perfil deles, pois me sentia mais segura e meu alemão, bom, vocês já sabem.
  • Depois disso eu sempre colocava algo pessoal do perfil deles – mostrando que eu realmente tinha lido. Ou seja: o que foi que me chamou atenção no perfil da família.

 

Entretanto isso não quer dizer que não seja possível ter um texto pronto. Tanto melhor se tiver, MAS: sempre dá aquela mudada pra encaixar o último item. Eu na verdade tinha 2 textos prontos: o em alemão pras famílias que só utilizavam essa língua no perfil e o começo de quando era inglês, pra o final eu botar a minha visão pessoal de o porquê o perfil deles me chamou atenção.

Daí é torcer pra que ganhe resposta (até negativa é melhor que positiva, porque melhor ficar sabendo, believe me). E digo que essas dicas funcionam porque no início só recebia “nãos” ou era ignorada; com o tempo fui melhorando o que dizer e comecei a receber respostas de quase todo mundo.

Com o tempo, inclusive, nem sempre era eu a fazer o primeiro contato, mas sim alguma família interessada. Entretanto isso tem a ver com como tu apresenta teu perfil – mas isso já comentei na parte 1 da série Au Pair – A procura da Gastfamilie.

Moro, mas não conheço

(escrevi esse post antes de viajar)

Com a minha viagem pra Alemanha cada vez mais perto, venho tentando apreciar mais tudo que tem aqui. Por aqui quero dizer onde moro (POA) ou onde nasci (Feliz).

Entretanto, foi somente há algumas semanas atrás quando eu andava por um bairro que já andei milhares de vezes que notei que nunca tinha notado a arquitetura era um pouco diferente do resto da cidade. Fiquei um pouco intrigada.

Pouco tempo depois surgiu em um grupo de amigos a ideia de ir na Banca 40 de POA. E aí que me liguei (para o meu choque): nunca tinha ido na Banca 40. Nem sabia que era um ponto turístico de poa antes de pesquisar. E pra tornar meu choque ainda maior soube que um familiar de um amigo que não é daqui pediu pra ir conhecer o famoso sorvete/salada de fruta.

Bom, fico feliz em dizer que já provei a torta de sorvete e a famosíssima bomba royal.

Só que esse episódio me fez pensar em como não conheço a cidade que moro há 23 anos.

Claro, sei me locomover pela cidade. Sei onde é a cidade baixa, sei chegar em todos shoppings, no aeroporto. Consigo reconhecer pontos de referência e consigo reclamar que um lugar é muito longe.

Mas conhecer de verdade? Infelizmente não.

E notei que realmente não conheço porque quando vem alguém de fora pra visitar, eu não sei onde levar. Uma vez conheci numa festa uns meninos de MG que falaram que estavam turistando e eu fiquei “Sério? Aqui? Mas não tem nada aqui!”

A verdade é que provavelmente tem. E muita coisa. Mas ser moradora me deixa parcialmente cega.

E o pior é que cheguei a fazer com o cursinho um tour por poa. O que, claro, já conheci muito mais do que o normal. Mas ainda assim: não conheço minha cidade o suficiente. Nunca fui no planetário, no jardim botânico, não conheço nem metade dos museus (acho. Quantos museus tem em POA?)…

E o mesmo vale pra Feliz. Claro, a cidade é menor e eu passava as férias e fim de semanas lá (ou seja mais tempo livre que em POA, supostamente). Mas nunca fui no museu de Feliz (ainda que o passaporte do meu bisavô esteja lá para exposição), por exemplo. Também não conheci um lugar novo que anda tendo festinhas (a Onills). Conheci a Bier Emporium semana passada!

Notar tudo isso me chocou. E notei que é bem mais provável que eu vá conhecer melhor Berlim e Hamburg e suas histórias e pontos turísticos do que minhas próprias cidades!

E vocês? Conhecem suas cidades?

Pré-viagem

Já estou na Alemanha há quase um mês, mas tive muito pouco tempo (pra escrever). Mas quero começar as coisas na ordem certa. Ainda vou escrever sobre outras bobagens que passam na minha cabeça e sobre todo processo de me tornar Au Pair (e das histórias engraçadas que envolvem ser uma também). MAS, vamos lá.

Nos dias que antecederam a minha ida recebi diversas perguntas: “Mas tu não vai sentir saudades?” (minha vó perguntou essa tantas vezes que um dia achei que ela só podia estar querendo uma resposta diferente da que eu vinha dando, então respondi com um seco “Não.” Deu pra ver que todos presentes ficaram chocados, mas pelo menos ela parou de perguntar isso), “E os atentados? Não é perigoso?”, “Mas tu vai trabalhar ou estudar?”, mas a que mais ouvi, de familiares, amigos, conhecidos e colegas foi “Tá nervosa?”

Todas as vezes respondi “Não.”

Talvez achassem que eu tava mentindo, quem não achou isso talvez pensou que eu não tinha coração. Mas honestamente: quando se quer algo a tanto tempo teu único sentimento é a felicidade de que aquilo ta acontecendo.

Na minha despedida com todos primos reunidos (algo que não acontecia há muito tempo) vi que ia sentir muita falta deles – até porque na verdade já sentia falta de todos reunidos.

Sei que vou sentir falta da comidinha da mamãe, de pão de queijo, de amora (DESCOBRI QUE NÃO TEM AMORA AQUI!), da companhia de todos, dos meus livros (ah, meus livros!), da segurança de ter os papis ali do lado pra qualquer ai

Mas honestamente… nem quando acho que me perdi em algum lugar fico nervosa (nunca me perdi de verdade) porque aqui sei que não vou parar do nada em um lugar perigoso. Porque aqui TUDO é sinalizado. Não tem só o nome da rua, mas o que tem naquela direção e a quantos metros (prefeitura, ponto turístico, escola tal, bombeiros…). Gosto de ler e vou lendo todas as placas e sempre acabo me achando por causa delas.

Minha vó tinha medo que eu me perdesse entre minhas conexões (minha vó tinha medo de tudo), mas também achei tudo muito bem sinalizado, meus primos diziam que eu ia desistir porque só tava vindo porque a Nat tava aqui (sendo que desde muito tempo dizia que quando terminasse a faculdade queria viajar)… enfim.

Mesmo sendo uma mudança grande de vida não fiquei nervosa ao embarcar. Não derramei uma lágrima. Tava feliz e ansiosa. Fiquei mais feliz ainda ao ver o primeiro pedacinho da Europa do céu.

Olá, Portugal! Olá Lisboa! But more on this later.

 

 

 

Au Pair – Parte 2: A procura da Gast Familie – Parte 1

Uma das minhas vantagens iniciais foi o conhecimento da minha madrasta quanto ao se tornar uma Au Pair e podia me ajudar – exceto que na época dela não tinha internet. Então, antes de efetivamente procurar uma família, pegando a dica dela fiz a minha cartinha de “Liebe Familie” onde (brevemente) me apresentaria, diria porque eu gostaria de ser Au Pair, porque eu tinha interesse em aprender alemão e conhecer a Alemanha. Primeiro escrevi essa “carta” em português. Depois, já procurei um site, mostrei pra minha madrasta e pai e após aprovação já fiz um perfil. Ao fazer o perfil, traduzi minha carta pro inglês, mas achava importante tê-la em alemão também. A minha sorte (parte 2) é que papi e madrasta sabem alemão. Eu mesma comecei a passar a carta pro alemão e somente o que eu não sabia/o que eu errei que o pai e minha madrasta me ajudaram. Entretanto acho que se alguém quiser tentar – e não tiver a sorte que nem eu de ter a ajuda – é legal, mesmo assim, tentar escrever um pouco na língua, nem que seja pra família já ter uma noção de como andam teus conhecimentos na língua.

Mas a “moral” de ser Au pair não é aprender a língua? Bom, é. É um dos objetivos, pelo menos. Mas para conseguir o visto é necessário no mínimo um nível A1.

Enfim: me cadastrei no site Au pair World e gostei bastante porque podia selecionar coisas do tipo: não queria casa de fumantes (odeio cigarro de verdade). Além disso tu põe o país de origem, quais países (sim, pode colocar mais do que um) que se têm interesse, nível de conhecimento de línguas (seja uma, duas, três…), se está disposta a cuidar de crianças com deficiência, se está disposta a fazer trabalhos na casa, etc.

Bom, primeiramente acho que todo mundo deve marcar e estar disposto a fazer os “trabalhos de casa”. Tua função com certeza não é empregada, mas o que geralmente é pedido é pra cuidar da louça (e todo mundo lá tem máquina de lavar, então por favor né), passar aspirador e coisas mais leves e normais. Entretanto é bom atentar pra linguagem que a família usa pra esse tipo de trabalho, pois tive uns que realmente passaram a impressão de estarem querendo uma empregada com baixo custo – o que não é a função da au pair. A principal função da Au Pair é com as crianças e de ajudar os pais a manterem a casa. Na verdade, ao meu ver, a Au Pair seria uma filha mais velha da família: ajuda a cuidar do (s) irmãozinho (s)/da (s) irmãzinha (s) e ajuda os pais a cuidarem da casa, visto que eles trabalham e passam boa parte do dia fora.

Aprendi que é importante ter fotos com crianças no perfil (além de uma tua sozinha e de preferência não naquela balada) e mencionar se já tem alguma experiência em cuidar de crianças. É bom citar hobbies e falar um pouco da tua própria família.

Depois disso, o próprio site cruza o teu perfil com de famílias supostamente compatíveis. Aí tu vai olhando, clica na família, lê o perfil da família e manda uma mensagem. O próprio site tem uma resposta pronta, mas indico escrever uma própria, mais pessoal e comentando algo do perfil que te chamou atenção. Muitos não respondem, muitos respondem e depois de várias trocas de mensagem simplesmente passam a te ignorar… é normal. As vezes uma família cruza com teu perfil e eles mesmo vem falar contigo. Acho importante responder, nem que seja negativamente – porque honestamente eu odiava quando não respondia nem que fosse uma negativa de alguém, então vamos ser justos, né.

Acho que esse post já está um pouco extenso, por isso em outro momento conto mais sobre minha jornada pra conseguir uma “nova” família pra 2017.

Superstições de final de ano

Já ouvi de tudo: usar roupa nova, usar cor X ou Y pra acontecer Z, não pode comer galinha, tem que comer lentilha, entre muitos outros. Tudo isso na virada de ano pra que o ano seguinte fosse maravilhoso.

Mas tenho uma coisa triste pra conta pra vocês: nada disso funciona.

Deixa eu citar alguns exemplos:

  • Dizem pra não comer galinha na virada, pois como ela cisca para trás, tua vida vai pra trás (algo do tipo, não sou especialmente ligada nessas coisas). Em um ano novo meus primos fizeram galinha. E naquele ano nenhum deles foi pra trás: um conseguiu um emprego novo, outro comprou um carro, outro conheceu a namorada… todos tiveram um ano bom. Então foda-se se tu gosta de galinha: pode comer galinha no ano novo.
  • Roupas e cores: vou admitir que nem sei porque dizem que a roupa tem que ser nova, mas essa foi a única que sempre fiz (e já pretendo não fazer nessa virada). Quanto a cor… já acreditei há anos atrás, mas por favor gente. Primeiramente que quem me conhece sabe que minha cor favorita é o vermelho. E já passei mais de uma virada com essa cor, mas porque gosto dela mesmo. Agora adivinhem se ela me trouxe alguma paixão no ano seguinte? Não. Nadica. Já usei amarelo e não fiquei rica, entre outros. Então, por favor: faça o favor de usar a cor que quiser, da roupa que tu ta afim, do que tu gosta. Até se for preto.

Talvez esses exemplos não tenham convencido ninguém, mas o que eu queria dizer/esclarecer é: não é um ritual na virada que vai mudar tua vida. Ou ainda melhor: não é porque aconteceu a virada que de repente tudo é deixado pra trás e a tua sorte vai mudar (e, aliás, isso vale pros aniversários também). Não sei porque achamos que ao bater a meia-noite tudo magicamente vai mudar.

Bom, deixa eu te contar um segredo: tua vida não vai mudar em um passe de mágica. O que pode mudar efetivamente tua vida são tuas decisões e posturas. O que quer dizer, que se tu não tá satisfeito com algo, tu mesmo tem que fazer algo pra mudar isso.

 

E quer saber a novidade? Tu pode fazer isso em qualquer dia do ano.

(E feliz ano novo!)

Au-Pair: Parte 1 – Como decidi ser uma

(Parte 1 porque pretendo fazer mais contando como foi tudo – tenho até agora experiência só até a parte de aplicar o visto pro consulado, mas vou adquirindo mais com o tempo haha)


Como decidi ser Au-Pair no próximo ano? (no futuro vou falar porque escolhi Alemanha, entre outras coisas)

Essa é uma pergunta muito difícil de responder, na verdade. Acredito que, no fundo, eu sabia que queria isso há muito tempo, mas precisei de alguns empurrões pra tomar a atitude e correr atrás disso.

Por que precisei de um empurrão?

Bom, temos uma coisa (que pelo que andei descobrindo é brasileira) que nos faz querer tudo de imediato e terminar tudo pra ontem e que se não fizermos isso: OMG QUEM FAZ ISSO? PORQUE TU TA FAZENDO ISSO?

Ok, sei que não fiz muito sentido, mas deixa eu explicar: geralmente (quem tem oportunidade e consegue) vamos da escola, pro cursinho (alguns pulam o ano do cursinho), pra faculdade, pra depois da faculdade seguir a carreira seja com trabalho nela ou com mestrado (ou ambos). Algumas pessoas fazem diferente fazendo um técnico no meio do caminho, mas o final é sempre o mesmo: termina tudo que precisa pra conseguir um emprego e vai trabalhar.

Honestamente, isso me assustava um pouco. Não, não porque sou preguiçosa nem nada; mas… porque sempre quis viajar. Como essas duas coisas estão relacionadas?

Bom, conheço pouquíssimas pessoas que conseguiram viajar ainda novas (e por novas eu digo com a disposição de dormir num hostel e fazer couchsurfing, não quando tu prefere gastar um pouco a mais – até porque tu já tem e/ou poupou – e ficar no conforto do hotel). Então, eu já sabia que quando terminaria a faculdade eu não queria começar a trabalhar logo em seguida: EU QUERIA VIAJAR.

O que quero dizer é que queria escapar desse imediatismo (brasileiro) que ficou mal explicado lá em cima: não queria seguir com o meu mestrado ou seja lá pra onde minha carreira poderia levar logo depois de terminar a faculdade. Queria sair, conhecer, ver o mundo. MAS mesmo querendo isso, me ouvia dizendo pras pessoas que ia procurar fazer mestrado fora (porque ainda queria conhecer outros lugares, não importando o jeito que fosse), que ia tentar ir direto da graduação pro mestrado, mas mestrado fora do BR.

Entretanto, no fundo, eu tava mais nervosa que eu deveria com essa decisão – que inclusive foi muito elogiada. Foi quando, ainda no primeiro trimestre desse ano, não sei sobre o que eu tava falando com minha irmã amada (que um dia vai tirar uns minutinhos pra ajeitar o look do blog, espero) quando ela me disse “PARA!”. Nem lembro como foi que ela colocou, mas disse que não precisa viajar só pensando em fazer mestrado e tudo mais, que tinha outras opções. Depois dessa conversa com ela, eu me sentia mais leve. Estudei que nem louca, sem parar, por anos. Mereço uma folga, não mereço? E, foi assim, que decidi ser Au Pair por um ano.

Claro, que não foi tão imediato, mas é que encaixa perfeitamente na minha personalidade: começando pelo fato que AMO crianças. Desde que eu sou criança eu queria cuidar das que eram só um pouquinho menor que eu. E, além da parte de gostar de crianças (que é muito importante) e saber lidar com elas (também importante), eu sabia que isso seria (vai ser, inclusive) uma experiência diferente e eu não só estava disposta a fazer isso, como também eu QUERIA ter esse ano sem estudar pra faculdade, conhecendo lugares novos, pessoas novas, culturas novas.

Minha vó, mãe, tia, algumas pessoas de estágio… ouvi dizerem (ainda que não com essas palavras) que estava desperdiçando um ano. Honestamente? Não acho que eu esteja. Ouvi de um professor, inclusive, que eu estava “… tão acima disso! Tu é tão dedicada e conseguiria mestrado certamente, inclusive lá fora”. Também não acho.

Acho que tá na hora do mundo me ensinar algo e não a faculdade.