Olá, Portugal! Olá Lisboa!

Minha conexão em Lisboa era de 7 horas. Em casa, pesquisando, dizia que se precisava pelo menos 6 horas de conexão pra valer a pena sair do aeroporto. “Perfeito, tenho uma hora a mais!” pensei. E comecei a fazer pequenos planejamentos, a pesquisar sobre o que fazer no tempo que eu tinha em Lisboa. Contando pra família e amigos os meus planos de dar uma olhadinha em Lisboa durante a conexão… alguns poucos acharam legal, demais, que eu deveria fazer isso mesmo. Entretanto, a maioria ficou apreensiva e achou mil problemas que poderiam acontecer, mas eu estava determinada a ir mesmo assim.

Eu queria, no mínimo, andar no Elétrico 28, que além de passar por diversos locais bonitos/históricos/turísticos, já me faria sentir rapidamente no clima de Lisboa, já que os “bondinhos” que cruzam pela cidade são bem típicos do local (e bem divertidos, posso acrescentar). Eu queria também, se desse tempo, passar pelo Oceanário e pelo Parque das Nações, que por sorte, ficam um do lado do outro. Entretanto, no avião, sentou do meu lado uma portuguesa que quando contei dos meus planos me assustou um pouco, dizendo dos problemas de tempo e tudo mais… Sai do avião sem ter certeza do que fazer, mas acabei decidindo sair do aeroporto. Fui pras informações turísticas e perguntei como eu podia fazer  pra pegar o Elétrico 28. Me indicaram pegar o Aerobus – City Center (3,50€) até a parada Rossio (não me disseram o que fazer depois que eu chegasse lá, mas achei que seria visível, então não perguntei – mais tarde, me arrependi disso). Peguei um mapa e fui pra parada de ônibus, sentindo, com alegria, o ar friozinho europeu (depois de ter saído de um calor infernal em POA).

Pra pegar o ônibus notei como era fácil eu me misturar entre europeus em um geral. Ninguém nem tentava falar português comigo, iam direto pro inglês. Na hora de pagar o ônibus, o bondinho, quando voltei pro aeroporto, as aeromoças depois quando estava no avião Lisboa-Berlin… enfim. Entrei no ônibus e… PQP. Ok, no Brasil a gente nem fica sabendo em que parada está descendo, se não conhece a cidade tem que ir na sorte mesmo… em Portugal o motorista FALA a parada. Tentei prestar atenção no que ele dizia, mas não sentei muito na frente e estava difícil de ouvir… acabei na parada errada, mas só duas a frente, então sem problemas… andar um pouco e olhar um pouco mais a cidade não me pareceu um grande problema (exceto pela minha mochila que estava pesada pra caralho com todos livros que resolvi levar).

No ônibus já consegui dar uma olhada na cidade e muitas coisas me lembraram o Brasil – mas né, fomos colonizados por eles. Caminhando até a o local que eu deveria ter descido foi melhor porque eu podia ver tudo com calma, parar… não podia tirar muitas fotos porque minha bateria já estava quase no fim – mas ainda assim tirei algumas (e fiz alguns snaps) – não que faça muita diferença… sou PÉSSIMA fotógrafa (vide foto do post). Cheguei na parada que deveria ter descido originalmente e… não vi lugar nenhum que algum bondinho poderia passar. Droga. Quando estava andando da parada errada vi alguns dos “trilhos” de bondinho e segui na direção que os trilhos pareciam levar… ainda assim, depois de 5 minutos perdi a paciência e abordei uma mulher perguntando (em português mesmo) se ela poderia, por favor, me dizer onde se pegava o Elétrico 28. Ela perguntou se eu sabia onde ficava sei lá o que diabos. Eu disse que não sabia onde nada ficava – que eu era turista mesmo. Ela disse pra eu acompanhá-la então, que ela estava indo na direção que eu precisava.

Ótimo, escolhi a pessoa certa pra perguntar. No caminho, conversamos um pouco; ela perguntou meus planos pra voltar do aeroporto e disse que com o mesmo ônibus que tinha vindo. Ela disse que achava muito melhor eu pegar o metrô (mas ela disse como metro, aquele que a gente mede mesmo, tipo um metro de comprimento. Achei engraçado, mas obviamente não ri), que saia mais barato se eu tivesse um cartão pra carregar com uma passagem… Mexeu na bolsa e me entregou um cartão, disse que tinha sobrando! Eu ri e agradeci. Logo chegamos onde eu poderia pegar o Elétrico 28 e eu estava agradecendo, quando a moça simpática disse “É ele que estás a vir!”. Agradeci de novo e corri em direção a minha primeira “turistada” em outro continente.

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