Pré-viagem

Já estou na Alemanha há quase um mês, mas tive muito pouco tempo (pra escrever). Mas quero começar as coisas na ordem certa. Ainda vou escrever sobre outras bobagens que passam na minha cabeça e sobre todo processo de me tornar Au Pair (e das histórias engraçadas que envolvem ser uma também). MAS, vamos lá.

Nos dias que antecederam a minha ida recebi diversas perguntas: “Mas tu não vai sentir saudades?” (minha vó perguntou essa tantas vezes que um dia achei que ela só podia estar querendo uma resposta diferente da que eu vinha dando, então respondi com um seco “Não.” Deu pra ver que todos presentes ficaram chocados, mas pelo menos ela parou de perguntar isso), “E os atentados? Não é perigoso?”, “Mas tu vai trabalhar ou estudar?”, mas a que mais ouvi, de familiares, amigos, conhecidos e colegas foi “Tá nervosa?”

Todas as vezes respondi “Não.”

Talvez achassem que eu tava mentindo, quem não achou isso talvez pensou que eu não tinha coração. Mas honestamente: quando se quer algo a tanto tempo teu único sentimento é a felicidade de que aquilo ta acontecendo.

Na minha despedida com todos primos reunidos (algo que não acontecia há muito tempo) vi que ia sentir muita falta deles – até porque na verdade já sentia falta de todos reunidos.

Sei que vou sentir falta da comidinha da mamãe, de pão de queijo, de amora (DESCOBRI QUE NÃO TEM AMORA AQUI!), da companhia de todos, dos meus livros (ah, meus livros!), da segurança de ter os papis ali do lado pra qualquer ai

Mas honestamente… nem quando acho que me perdi em algum lugar fico nervosa (nunca me perdi de verdade) porque aqui sei que não vou parar do nada em um lugar perigoso. Porque aqui TUDO é sinalizado. Não tem só o nome da rua, mas o que tem naquela direção e a quantos metros (prefeitura, ponto turístico, escola tal, bombeiros…). Gosto de ler e vou lendo todas as placas e sempre acabo me achando por causa delas.

Minha vó tinha medo que eu me perdesse entre minhas conexões (minha vó tinha medo de tudo), mas também achei tudo muito bem sinalizado, meus primos diziam que eu ia desistir porque só tava vindo porque a Nat tava aqui (sendo que desde muito tempo dizia que quando terminasse a faculdade queria viajar)… enfim.

Mesmo sendo uma mudança grande de vida não fiquei nervosa ao embarcar. Não derramei uma lágrima. Tava feliz e ansiosa. Fiquei mais feliz ainda ao ver o primeiro pedacinho da Europa do céu.

Olá, Portugal! Olá Lisboa! But more on this later.

 

 

 

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